Nesta quarta-feira (18), evento reuniu cases do setor industrial na Arena Mercopar

Histórias reais de empreendedorismo inspiram o público da Mercopar

Foto: Rafael Cavalli

Um seminário que apresenta histórias reais de empreendedorismo e transformação de empresários gaúchos. Este é o “Histórias que Inspiram”, evento promovido pelo Sebrae RS, nesta quarta-feira (18), durante a 29ª Mercopar – Feira de Inovação Industrial. Em sua 4ª edição, contou com a participação do diretor Financeiro da RR Componentes, Robson Nascimento; do sócio da Contronic, Sidinei Seus; e do proprietário da Incocil, Marcus Jung. A mediação ficou a cargo do especialista em Competitividade Setorial do Sebrae RS, Roger Klafke.

Fundada em 2013, a RR Componentes surgiu em formato de importação a partir da lacuna de um item do segmento calçadista. “Descobrimos esse mercado de ornamentos para sapatos femininos e começamos a importar do mercado asiático para suprir essa demanda da indústria de calçados brasileira”, relatou Nascimento. Com o tempo, os clientes nacionais passaram a exigir estoque, resultando em uma mudança do modelo de negócio que resultou em dinheiro parado. “Foi quando percebemos que tínhamos que nos reinventar”, destacou. E complementou: “Chamamos uma estilista para desenvolver produtos a partir do que tínhamos em estoque, respeitando a individualidade de cada cliente e da moda brasileira. Assim, deixamos de ser importadores para sermos ditadores de tendência”. Uma nova transformação fez-se necessária com a pandemia – a criação do e-commerce, que contribuiu para que a RR Componentes não passasse por uma crise. “De maio a outubro, crescemos 40% e temos a projeção de fechar o ano com 50%”, concluiu Nascimento.

O próximo case foi da pelotense Contronic que atua na fabricação de produtos de alta tecnologia para a saúde. Seus compartilhou sua história pessoal: nascido em família de agricultores, mudou-se para Pelotas com o objetivo de estudar e viu ali um grande potencial a nível de tecnologia, mas escassez de empreendedorismo. “Montei uma empresa de confecção familiar que quebrou em 1998 para que eu pudesse colocar dinheiro na Crontonic (fundada em 1991) e que era focada em tecnologia”, explicou. A empresa, inicialmente dedicada ao mercado de automação agrícola mudou de ramo a partir da conexão com a Universidade Católica de Pelotas: “Em 1995, a UCPel transferiu uma tecnologia para que a Contronic fizesse a industrialização”. Desde então, a empresa vem crescendo e olha para o futuro com otimismo. “É um mercado competitivo”, ressaltou Seus. E aconselhou: “No Brasil, se a gente vai esperar as coisas melhorarem para empreender, não faz nunca, empreendedor brasileiro tem que ter coragem”.

A última história contada foi da Incocill, especializada no desenvolvimento e fabricação de cilindros hidráulicos. Uma trajetória que começou antes da fundação da empresa, quando Jung tinha 17 anos e decidiu trabalhar com seu pai que já tinha um negócio no segmento. “Ele me perguntou o que eu ia fazer e disse que só aceitava se eu fosse estudar, pois ele havia construído a empresa tendo concluído os estudos até a 5ª série”, relembrou. Jung tornou-se engenheiro, trabalhou na empresa familiar e depois fundou o próprio negócio em 1998. “12 anos depois de formado, percebi que não podia parar de estudar e voltei a sala de aula para um MBA, no qual pude trocar experiências com pessoas de diferentes faixas etárias e segmentos”, apontou. “Nesse movimento, percebi que não sabemos tudo, sempre há uma dificuldade, então, em 2015, acionamos o Sebrae para buscar aquilo que nos faltava”, afirmou. Participando de projetos de entidades como Sebrae e SENAI, visitando feiras do setor e realizando consultorias, Jung teve um de seus aprendizados mais significativos como empreendedor: “quanto mais pudermos trazer um olhar de fora é, mais  saudável será para o negócio, pois sozinhos demoramos muito mais para alcançar nossos objetivos”.

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