Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni, participou do Fórum Perspectivas Econômicas Pós-Crise da Mercopar

“Nós não conseguimos enxergar o desenvolvimento do RS desconectado da iniciativa privada”, destaca Lorenzoni na Mercopar

Foto: Rafael Cavalli

O último dia de Mercopar, em Caxias do Sul/RS, iniciou com o Fórum Perspectivas Econômicas Pós-Crise que abordou os impactos da pandemia e a retomada da indústria. O evento contou com os painéis Economia do RS e Brasil e Reformas, além da participação do Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni.

Para abrir a programação, o gerente Regional do Sebrae RS, Paulo Bruscatto, recebeu o economista-chefe do Sistema FIERGS, André Nunes de Nunes, e o gerente de investimentos da Sicredi Pioneira RS, Arthur Fiedler, para o painel Economia do RS. Em sua apresentação, Nunes destacou que o Rio Grande do Sul terá uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) maior que a média brasileira: “Isso se deve a atividade agrícola no RS que sofre com muitos eventos climáticos. A estiagem afetou a soja e o milho, e o arroz apresentou crescimento abaixo do esperado”. Além disso, apontou que, do ponto de vista econômico, espera-se a continuidade da normalização das cadeias produtivas, o que deve afetar os preços dos insumos para a indústria, visto que houve um enxugamento da oferta global durante a pandemia. “Esse processo pode contar com a ajuda da taxa de câmbio, mas isso vai depender de como o Governo Federal conduzirá o compromisso de ajuste das contas públicas”, explicou.

Fiedler contextualizou o cenário econômico global, ressaltando a mudança de foco de energias fósseis para sustentáveis com a troca do governo estadunidense, a depreciação do real devido ao alto gasto fiscal com auxílios emergenciais e o impacto do PIB positivo da China na exportação brasileira. O gerente de investimentos também apontou para os desafios do mercado gaúcho: “Além da agricultura, a indústria sofreu muito, principalmente da energia, com a estiagem, e a de transformação, com a pandemia”. Segundo Fiedler, os gastos do governo impactam na taxa de desemprego que, consequentemente, respinga na baixa do consumo. “A notícia positiva é que a confiança do empresário também está em retomada, mas a intenção de compra das famílias continua em queda”, afirmou. E concluiu destacando o baixo custo de crédito como fator positivo: “Enquanto os bancos fecharam as portas aos empresários, as cooperativas de crédito entregaram opções muito favoráveis auxiliando à retomada principalmente das pequenas e médias empresas”.

O Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni participou do Fórum de Perspectivas Econômicas compartilhando a visão do governo estadual. “Desde o início do governo, começamos a reformar a máquina pública para termos um estado mais competitivo e desenvolvido economicamente. Nós não conseguimos enxergar o desenvolvimento do RS desconectado da iniciativa privada”, apontou. O secretário defendeu a necessidade de executar reformas e privatizações e a aliança entre poder público e iniciativa privada para o fortalecimento da economia. “Precisamos participar ativamente como sociedade e estado dessas discussões, direcionando um olhar de futuro para essas pautas.”

O encerramento do Fórum ficou a cargo do painel Brasil e Reformas, com a mediação do vice presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – RS, Hernane Cauduro, e a participação do ex-secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel. Assim como Lorenzoni, Uebel posicionou-se a favor das reformas estruturais: “são fundamentais e os países têm que fazê-las quando ainda não as necessitam. A pandemia mudou o foco dos governos, mas eu entendo que agora é o momento de fazermos as reformas necessárias”. Uebel destacou a importância de dedicar a primeira metade de 2021 a essas pautas: “A grande janela de oportunidade é o primeiro semestre, pois no segundo o foco já estará nas eleições de 2022”. E finalizou apontando o papel da sociedade civil nesse processo: “Temos todas as ferramentas para o Brasil crescer, mas o governo não consegue fazer isso sozinho, as reformas só serão aprovadas se houver mobilização da opinião pública”.

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