Caxias do Sul/RS – A competitividade da indústria brasileira foi o tema da palestra de abertura da 23ª edição da Mercopar – Feira de Subcontratação e Inovação Industrial, realizada na noite desta terça-feira, 30 de setembro, nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul. Considerado um dos mais renomados economistas do País na atualidade, Roberto Giannetti da Fonseca abordou o tema “Competitividade: riscos e desafios de um mundo sem fronteiras”.

O diagnóstico do economista é de que o Brasil vive um grave problema de competitividade econômica, que traz dificuldades à indústria tanto no mercado externo quanto na competição com os importados no mercado interno. “Quando queremos resolver um problema, temos que reconhecer a existência dessa dificuldade e partir disso descobrir quais são os fatores dessa falta de competitividade. Precisamos colocar essa questão na agenda”, destacou o economista.

Para ele, a falta de competitividade da indústria brasileira se deve a fatores internos das empresas e também a fatores externos, geralmente associados a políticas governamentais. Entre esses fatores estão os altos tributos, a burocracia, o isolamento tarifário do Brasil no cenário internacional, o excesso de protecionismo econômico, a educação de baixa qualidade e a condução das políticas econômicas.

Mesmo que reconheça que o governo tem papel importante para esse cenário de baixa competitividade, o economista destaca que, mesmo nesses casos, a indústria precisa estar apta a atuar. “Mudar essa situação junto ao governo depende da nossa capacidade de mobilização. A burocracia, na maioria das vezes, só trabalha sob pressão, de maneira reativa”, explicou Fonseca.

EMPRESAS – Parte dos problemas, no entanto, é atribuído às próprias empresas. Durante a palestra, o economista apontou caminhos para que as organizações superem essas dificuldades. Dentre as ações, Fonseca destaca a melhora nos processos de gestão, a busca pela ampliação da produtividade, o investimento em inovação e tecnologia. “Melhorar o desempenho da indústria nacional é um desafio de todo o Brasil”, explica.

O momento, de acordo com o economista, é de ação. “Muito do que precisa ser feito é em curto prazo, outras ações são de longo prazo. Ainda assim, é preciso fazer algo entre três e seis meses, para que 2015 não seja comprometido. A perspectiva hoje é de um cenário de crescimento próximo de zero, alta da inflação e contas internas em alta. É preciso colocar a competitividade da indústria na agenda, e isso vale tanto para o governo quanto para as empresas”, destaca.

A Mercopar segue até a próxima sexta-feira, 3 de outubro, reunindo mais de 500 empresas nas áreas de automação industrial, borracha, eletroeletrônico, energia e meio ambiente, metalmecânico, movimentação e armazenagem de materiais, plástico e serviços industriais. Estão em Caxias do Sul empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, bem como da Alemanha, Argentina, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Índia, Portugal e Turquia. A realização é do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (SEBRAE/RS) e da Hannover Fairs Sulamerica, empresa do Grupo Deutsche Messe AG. O cadastro para visitação, assim como mais informações sobre o evento, podem ser obtidas pelo site www.mercopar.mobidickhost.com.br.

De Zotti – Assessoria de Imprensa

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